sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PENSAR É TRANGREDIR


Essa semana foi complicada e agitada, mas a vida é isso mesmo, as mesmas coisas de forma diferente, bom eu tentar explicar seria em vão. Deixarei para Lya luft retratar sua forma de ver e pensar ela se encaixa perfeitamente em seu texto.

PENSAR É TRANSGREDIR

Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos.
Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido.
Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação.
Sem ter programado, a gente pára pra pensar.
Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades. Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se.
Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto.
Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida.
Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar.
Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos.
Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história. O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem.
Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada.
Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança.
Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for.
E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.

Lya Luft

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010








As choppers, teve sua origem na Califórnia. O que as pessoas não sabem é a origem do termo.

Há algumas décadas atrás as modificações de chassis de motos para perder peso e ganhar estética estavam em alta. A prática de tais modificações era chamada de "bobbing" ou "choppin' off" (dá na mesma), cuja tradução de ambos se entende por "cortar fora".

Uma das motos, porém, teve maior destaque na mídia. Ela foi batizada com o nome de "The Bobber", pelo fato de ser uma moto resultada de processos de "bobbing".

O estilo da moto era bem próximo ao das choppers tradicionais, com guidão alto e sissy-bar (santo antônio) também alto, ambos característicos do estilo "old school" de motos.

Logo, se "bobber" vinha de "bobbing", "choppin' off" deu em "chopper", que ficou mais conhecido.

Depois disso a maioria das motos modificadas teve estilo semelhante, consolidando o estilo chopper. Todas eram artesanais até o lançamento da moto (e filme) Easy Rider, da Harley Davidson.

Conclusão: uma bicicleta ou moto chopper só fará seu nome valer as origens se tiver tido sua estrutura modificada. Porém, se não teve mas tem o estilo, não deixa de ser chopper, logicamente.

sábado, 23 de outubro de 2010

Internacional

Dono de site defende dados sobre guerra


Segundo Julian Assange, a divulgação dos documentos traz a verdade escondida sobre os ataques

Londres. O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, defendeu, ontem, a divulgação de 400 mil documentos secretos sobre a guerra no Iraque.

Em entrevista coletiva em Londres, Assange afirmou que foram tomados todos os cuidados para que não haja risco para nenhum soldado envolvido nas operações no Iraque.

O governo americano voltou a criticar o site. Disse que os documentos não trazem novidades e que apenas podem gerar um sentimento de vingança, colocando em risco as tropas ocidentais que continuam no país.

"Os ataques à verdade começam antes do início de uma guerra e continuam mesmo depois que ela acaba", afirmou ele.

Segundo Assange, a divulgação dos documentos minimizam esses ataques à verdade.

Nos papéis há vários relatos de mortes e torturas cometidas pela polícia e pela Guarda Nacional Iraquianas contra seus próprios cidadãos.

Apesar de presenciar as atrocidades, soldados americanos apenas relatavam que não havia nada mais a investigar. Em alguns casos, eram comunicadas as autoridades iraquianas, muitas vezes as mesmas responsáveis pelas torturas.

"Isso transforma as tropas em cúmplices", afirmou Phil Shiner, da ONG Public Interest Lawyers, que também presente à coletiva.

Os documentos revelam também 15 mil mortes de civis a mais que os computados até agora por Organizações Não Governamentais que acompanham a guerra iraquiana.

Acredita-se que 66 mil civis foram mortos desde a invasão do país, em 2003.

O governo dos EUA diz que não há números sobre mortes de civis. "Os documentos trazem não apenas números, mas detalhes dos mortos. Isso é muito importante", disse John Sloboda, da Iraq Body Count.

A divulgação dos documentos é considerada o maior vazamento desse tipo de documento da história.

Em julho, o WikiLeaks já havia divulgado 91 mil documentos secretos sobre a guerra do Afeganistão.

Acredita-se que os dois vazamentos tenham a mesma fonte: um analista dissidente da inteligência do Exército americano, cuja identidade continua mantida sob sigilo.

Abusos e negligência

Segundo os documentos, desde a invasão americana no Iraque, em 2003, morreram mais de 100 mil iraquianos, dos quais cerca de 70 mil civis.

Os relatórios indicam que as forças americanas deixaram sem investigação centenas de denúncias de abusos, torturas e assassinatos por parte das milícias iraquianas, que em alguns casos são acusadas de chicotearem e queimarem pessoas.

Em um caso particular, os americanos acusam soldados do Iraque de cortarem os dedos e queimarem com ácido um dos presos. Há também a descrição da execução de dois presos que estavam com as mãos atadas.

domingo, 17 de outubro de 2010

Novo álbum do R.E.M. já tem título escolhido

Collapse Into Now”, este é o nome escolhido para batizar o próximo álbum de estúdio da banda R.E.M.

A divulgação do título do disco foi feita pelo empresário do grupo, Bertis Downs, durante um evento realizado na cidade inglesa de Manchester. Posteriormente o empresário confirmou o nome através de sua conta no twitter.

A previsão é que o sucessor de “Accelerate” seja lançado no segundo trimestre de 2011. Mais uma vez a produção ficou nas mãos de Jacknife Lee.

domingo, 26 de setembro de 2010






A Yamaha colocou no mercado a nova 600 cc, que vem equipada com motor semelhante a Fazer 600, porém amansado e que rende 78 vc de potência. O modelo chega com dois lindos design: Um com carenagem XJ6 S e outra sem carenagem que é a XJ6 N. O quadro é tipo Diamond feito em tubos de aço e Freios de pinça de dois pistões da dianteira. O modelo deve custar em torno de R$27.500.




Uma bela disputa está sendo travada no mercado nacional entre os modelos nakeds de 600 cm³. De um lado, a Honda CB 600F Hornet, que chegou ao país em 2004 e que foi reestilizada em 2008. De outro, a Yamaha XJ6, recém-lançada pela marca dos três diapasões. Apesar de os modelos estarem equipados com motores de quatro cilindros em linha, as semelhanças param por aí. Com a diferença de preço de quase 8 mil reasis mais cara a Hornet e uma naked mais pro lado da esportividade enquanto a XJ6N e para um publico que esta entrando no mundo dos 4 cilindros pois e uma moto mais suave para pilotar enquanto a da honda ja vai pro lado da esportividade, e isso se reflete no consumo tambem, a Hornet anda mais e bebe mais. Na cidade, rodou 17,8 km com um litro de gasolina, enquanto a XJ6 percorreu 19,4 km/l. Na estrada, vantagem novamente para a Yamaha que teve consumo de 21,3 km/l, enquanto a Honda consumiu 18,6 km/l.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010



Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre

Clarice Lispector